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terça-feira, 16 de setembro de 2008
O homem, na tentativa de se relacionar com o ambiente, adquiriu hábitos impróprios, corrigindo-se ao longo das gerações. Conviver com animais ou em ambientes insalubres sem a mínima condição de saúde possibilitou aos microrganismos não-próprios, isto é, da flora natural, habitarem outros organismos e provocar doenças. A tuberculose é uma doença dos seres humanos que acomete os pulmões - acredita-se ter sido introduzida através da cadeia alimentar e nas grandes invasões à natureza - que está apresentando perfil de resistência a medicamentos. A Organização Mundial de Saúde alerta para os perigos da doença.
Há cerca de 80 diferentes espécies de micobactérias “germe em forma de bacilo”, como demonstrado por Robert Koch em 1882, batizando-se como bacilo de Koch em homenagem ao cientista, Prémio Nobel de Medicina em 1905. As características diferenciais nos grupos de micobactérias são determinadas pelo metabolismo, classificando-se em altamente patogênica, patogênica e não patogênica.
Distribuído amplamente pelo ambiente, no solo, na água e parasitando alguns animais intracelularmente, albergam e provocam doenças nos seres humanos. Em continentes pobres, a questão da fome emerge, fazendo muitas vítimas também. Ao consumir água não tratada, carne de animais não vacinados e sem avaliação dos órgãos de saúde responsáveis por análises dos alimentos, podem adquirir o bacilo e vir desenvolver a doença.
O confinamento dos animais é um fator de fácil instalação da doença. Ferver o leite e cozinhar os derivados da carne antes do consumo é uma das formas de não adquirir a tuberculose, uma doença milenar conhecida como tísica consuptiva e peste branca.
Tuberculose bovina |
O M.bovis “bacilo bovino” é altamente patogênico no homem e está classificado dentro do Complexo M.tuberculosis “bacilo humano”, que está resistindo a mais de três antibióticos.
No escarro de pessoas doentes são encontrados “os bacilos” e a transmissão ocorre ao falar, ao tossir, pelas microgotículas que são arremessadas, e podem instalar-se em lugares úmidos e ao abrigo do sol. A boa higienização do ambiente é a melhor maneira de prevenir a transmissão da tuberculose, doença do trato respiratório que ocorre nos seres humanos, podendo se disseminar através do sangue para outros órgãos.
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O bacilo de Koch é fagocitado pelos macrófagos, células de defesa do sistema imunológico que foram sinalizadas da presença de substância química proveniente de organismo invasor e empreenderão combate para conter a disseminação infecciosa, incorporando os bacilos intracelularmente e permanecendo em estado de dormência, podendo tornar-se infecciosos em um momento da vida do indivíduo quando o sistema circulatório entrar em falência.
Os médicos infectologistas são as pessoas capacitadas para tratar os doentes de tuberculose, analisando os sintomas clínicos demonstrados como tosse persistente, inapetência, febre constante e sudorese noturna e os sinais obtidos pelo laboratório de referência em investigação epidemiológica, diagnosticando a origem da infecção. O cadastramento do paciente é muito importante, pois irá direcionar a Campanha de Busca Ativa de casos de tuberculose pelo Centro de Vigilância Epidemiológica - CVE, que tem como objetivo alertar a população para os sintomas da doença, alertar os profissionais de saúde para “pensar” em tuberculose e aumentar a descoberta de casos.
O Instituto Adolfo Lutz, laboratório de referência da Agência de Controle e Promoção de Saúde da Secretaria do Estado da Saúde, irá processar as amostras de acordo como preconiza o Programa de Controle da Tuberculose.
Fator corda |
A partir do cultivo bacteriano e dos testes clínicos enzimáticos e metabólicos “in vitro”, confirma-se à origem da infecção. Dentre alguns testes presuntivos para triar o grupo patogênico, destacam-se as observações fenotípicas: a morfologia das colônias em meio de cultura e na lâmina de microscópio corado pelo método Zieh-Nielsen, a demonstração do “fator corda” – bacilos compactados seguidos formando uma corda de navio (1). Os testes clássicos, que irão acompanhar a identificação até o final, são eles: produção de niacina, redução de nitrato, suscetibilidade ao ácido p-nitrobenzóico PNB, resistência à hidrazida do ácido 2-tiofenocarboxilico TCH e sucessibilidade das drogas antituberculose.
Para as MNT – Micobactérias Não Tuberculose, oportunistas encontradas no mesmo foco infeccioso em 412 amostras processadas, 362 (88,7%) do Complexo M. avium-intracelulare, M. kansasii, M. fortuitum, M. gordone, M. chelonae, 50 (12,1%) M. celatum, M. szulgai, M. nonchromogenicum, M. triviali, Mycobacterim sp, provocando infecções respiratórias e até mesmo infecções cutâneas, traçou-se o comportamento dos melhores dentre os 24 testes descritos em literatura para a identificação, a sensibilidade a drogas, tendo o custo efetivo resultados satisfatórios nas pesquisas desenvolvidas pelo Instituto Adolfo Lutz de São Paulo, propondo novos métodos de detecção e esquemas de tratamentos diferenciado (1).
A capacidade da M. tuberculosis de desenvolver mutações e tornar-se mais resistentes às drogas foi constatada em projeto de pesquisa da Faculdade de Ciências Farmacêuticas/UNESP de Araraquara, em ação conjunta com o Hospital Sanatório Nestor Goulart Reis, demonstrando resistência a até três drogas e traçando o perfil de resistência da M.tuberculosis de um grupo de pacientes proveniente dos Estados do Brasil internados em regime de isolamento.
O método utilizado foi das proporções, por demonstrar a concentração de droga capaz de inibir o desenvolvimento de germes sensíveis e não dos resistentes. A seguinte porcentagem de resistência foi encontrada em 51 pacientes: a três ou mais drogas 21,56%, a duas drogas 11,76% e a uma droga 41,17%, sendo de 25,49% sensíveis a todas as drogas (2).
A mutagênese bacilar produz uma proteína conhecida como DnaE2, fruto da reprodução defeituosa do DNA da micobactérias, apontada como a vilã deste problema (3), fazendo parte no foco bacilar e provocando a resistência micobacteriana no hospedeiro, isto é, infecção primo resistente.
A resistência medicamentosa surge no momento em que o paciente abandona o tratamento por maus hábitos ou acha que já se curou. A melhor maneira em controlar os abandonos de tratamentos foi operar o sistema DOTS - Directly Observed Treatment Short -, que consiste em acompanhar todo o tratamento até o termino por intermédio do programa da família. O Sistema Único de Saúde, utilizando os seus tributos, ampara com indenizações e assistências, indivíduos acamados pelas doenças infecciosas.
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No Brasil, o governo paulista, através da FAPESP - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, tem investido em projetos como o do professor pós-doutorando em Imunologia e Biologia Molecular Célio Lopes Silva, da Universidade de São Paulo - USP, na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, autor da primeira vacina gênica brasileira para tuberculose e fundador do Laboratório de Vacinas Gênicas do Brasil: “Graças a esses recursos, todos os trabalhos com o bacilo da tuberculose são realizados em cabines de seguranças biológicas classe III. Elas permitem manipulação de culturas de células infectadas e de material clínico contaminado, cultura de microrganismos, operações de animais, cultivo de tecidos ou fluidos infectados de animais e necropsia.” (4)
Vantagens da vacina gênica:
- prevenir contra o estabelecimento da infecção e da doença;
- eliminar a infecção causada pelo bacilo da tuberculose;
- curar casos crônicos e doença disseminada;
- resolver casos de tuberculose causada por bactérias altamente resistentes aos medicamentos usados no combate à doença;
- impedir a reativação da doença quando os animais são submetidos a uma imunodepressão pelo tratamento com drogas imunossupressoras;
- permitir que o período de tratamento efetivo contra a tuberculose seja encurtado de oito para dois meses pela administração concomitante de medicamentos e aplicação da vacina.
O Brasil contém vasto conhecimento no combate às doenças responsáveis pelas pandemias que mais matam no mundo, graças à dedicação e amor dos seus cientistas pesquisadores, agentes de saúde e atendentes pela promoção da vida.
Notas
1) Métodos para diagnosticar M.tuberculosis e Micobactérias Não Turberculose - Instituto Adolfo Lutz.
2) Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Araraquara/UNESP, Isolamento, Identificação e Perfil de resistência a drogas, das cepas de Micobacterium tuberculosis provenientes de pacientes internados no Hospital Sanatório Nestour Goulart Reis - Américo Brasiliense. 1998.
3) Universidade de Witwatersand em Johannesburgo - Africa do Sul e Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos.
4) Notícias-FAPESP, n°43.
Referência bibliográfica
CALMETTE, A. L'infection bacillaire et la tuberculose chez l'homme et chez les animaux. Paris, Masson et Cie, Editeurs Libraires de l'Académie de Mêdicine, 1936, VI.
* Paulo Henrique Monteiro é biólogo-micobacteriologista, técnico de laboratório do Instituto Adolfo Lutz








Exocitose
Vesículas de transporte que se destinam a membrana plasmática normalemente deixam a rede deGolgi trans em um fluxo constante. A proteínas de membrana e os lipídeos, nessa vesículas, fornecem novos componentes para a membrana plasmática, enquanto as proteínas solúveis dentro das vesículas são secretadas para o espaço extracelular.A fusão das vesículas com a membrana plasmática é denominada exocitose. Desta forma, as células pode produzir e secretar por exemplo muitas das proteoglicanas e as glicoproteínas da matriz extracelular.
Todas as células necessitam desta via receptora constitutiva. Entretanto, células secretoras especializadas possuem uma segunda via secretora na qual proteínas solúveis e outras substâncias são armazenadas inicialmente em vesículas secretoras, para serem liberadas mais tarde. Esta é a via secretora regulada, que é encontrada principalmente em células que são especializadas na secreção de produtos com os hormônios, os neurotransmissores e enzimas digestivas, de uma forma rápida, de acordo com a sua demanda.
Nas vias reguladas, as moléculas são armazenadas em vesículas que não se fundem com membrana plasmática para liberar seu conteúdo até que um sinal extracelular seja recebido. Uma condensação seletiva das proteínas direcionadas para as vesículas secretoras acompanha seu empacotamento, nestas vesículas na rede de Golgi trans. As vesículas sinápticas são confinadas às células nervosas e algumas células endócrinas; elas são formadas a partir dos endossomos e são responsáveis pela secreção regulada de moléculas pequenas de neurotransmissores. Enquanto as vias reguladas operam apenas em células secretoras especializadas, uma via constitutiva opera em todas as células, mediadas pelo contínuo transporte por vesículas a partir da rede de Golgi trans, para a membrana plasmática.
Ilustração de exocitoses reguladas e não reguladas.
As proteínas produzidas no RE são automaticamente encaminhadas a rede de Golgi trans e depois para a membrana plasmática pela via constitutiva ou de default, a menos que sejam desviadas para outras vias ou sejam retidas por sinais de seleção específicos. Entretanto, em células polarizadas, as vias de transporte, a partir da rede de Golgi trans para a membrana plasmática, devem operar seletivamente para garantir que conjuntos diferentes de proteínas de membrana, proteínas secretadas e lipídeos sejam levados aos domínios apropriados da membrana plasmática.
Fonte: www.hurnp.uel.br
EXOCITOSE
Exocitose é o processo pelo qual uma célula eucariótica viva liberta substâncias para o fluido extracelular, seja o fluido que envolve as células dum tecido, nos organismos multicelulares, seja para o ambiente aquático, por modificação da membrana celular, ou seja, sem ser por difusão. É o oposto de endocitose.
As substâncias a serem libertadas pela célula podem ser produtos de excreção, secreções, tais como toxinas ou hormonas, ou neurotransmissores (nas sinapses dos nervos).
Neste processo, uma vesícula com as substâncias a serem libertadas funde-se com a membrana celular e, a seguir, realizam-se três acções:
A superfície total da membrana celular aumenta, uma vez que agrega a si a membrana da vesícula. Esta é uma das formas de crescimento das células; As substâncias que se encontravam dentro da vesícula são libertadas para o exterior; e As proteínas da membrana vesicular encontram-se agora do lado de fora da membrana celular, proporcionando um mecanismo de regulação dos receptores e transportadores transmembrana.
Conhecendo a membrana plasmática Neste capítulo você vai conhecer a membrana plasmática, suas funções e estrutura. | |||||
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| A membrana plasmática é uma estrura celular de grande importância. Ela é responsável não apenas por determinar os limites de uma célula, mas também, porque regula a entrada e saída de substâncias da mesma. Basicamente a membrana plasmática é constituída de moléculas de proteína e lipídios, segundo o modelo mais aceito hoje em dia (Modelo do Mosaico Fluido de Singer e Nicholson). É a membrana plasmática responsável pelos processos de transporte de substâncias. (que estudaremos em outra aula) Esse controle só é possível pois a membrana plasmática possui uma característica denominada permeabilidade seletiva. Veja abaixo uma ilustração desta estrutura
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terça-feira, 2 de setembro de 2008
Entenda a polêmica envolvendo as células-tronco
A importância das células-tronco deriva de seu potencial para se transformar em qualquer célula ou tecido de um organismo, o que é especialmente promissor para o tratamento de doenças degenerativas.As células tronco são capazes de se dividir e transformar em qualquer outro tipo de célula, um verdadeiro "coringa" do organismo.
Há dois tipos de células-troncos encontrados naturalmente: as células-tronco embrionárias, que como o próprio nome diz, vêm do embrião; e as adultas, encontradas principalmente na medula óssea e no cordão umbilical.
As células-tronco embrionárias são derivadas da massa de células internas do embrião quando ele está no estágio conhecido como blastocisto, de quatro a cinco dias após a fecundação. Essas células são chamadas de pluripotentes, o que significa que elas são capazes de se transformar em qualquer tipo de célula adulta, de neurônios a pele.
Elas estão presentes apenas nos primeiros estágios da formação de um organismo. Veja a evolução do óvulo fertilizado até a origem do embrião:
As células-tronco adultas são encontradas no organismo já desenvolvido, e podem se dividir e gerar tanto uma nova célula idêntica quanto outra mais diferenciada, usada para regenerar tecidos danificados e células mortas. Menos versáteis que as células-tronco embrionárias, elas, no entanto, não causam polêmica porque sua obtenção não depende de embriões. É possível encontrar esse tipo de célula na medula óssea e no sangue do cordão umbilical.
APLICAÇÕES
No cérebro - Regeneração de neurônios perdidos pelo mal de Parkinson e o mal de Alzheimer, entre outros problemas neurológicos.
Nos ossos - Cicatrização de fraturas e tratamento da osteoporose.
No pâncreas - Recuperação da produção adequada de insulina, curando o diabetes.
Na coluna - Tratamento de lesões, recuperando pacientes paraplégicos, e também da esclerose múltipla e da esclerose lateral amiotrópica.
Nos órgãos sexuais - Tratamento contra a infertilidade para casais que não conseguem engravidar.
No coração - Recuperação de áreas infartadas e tratamentos de insuficiência cardíaca.
Nos olhos - Recuperação da visão em idosos e pessoas com problemas de retina.
O estudo e a manipulação tecnógica de células-tronco poderão dar origem a terapias para o tratamento de diversas doenças, para a recuperação de pessoas paralisadas em acidentes e, até, para a criação de tecidos para transplante.
A maioria dos cientistas concorda que a forma mais promissora das células-tronco para o estudo e o desenvolvimento de terapias é a embrionária.
No entato, a extração dessas células leva à destruição de um embrião humano. Muitas pessoas acreditam que o embrião já tem o mesm direito à vida que um ser humano desenvolvido, e deve ser preservado. E aí, reside a polêmica.
As células são retiradas de embriões em estágio anterior a 14 dias e, portanto, o sistema neural ainda não começou a ser formado. A formação do sistema neural é considerada importante porque é a partir daí que o novo ser começa a ter a capacidade de sentir ou desenvolver consciência. Já os críticos das pesquisas afirmam que o desenvolvimento humano é um processo contínuo desencadeado a partir da conepção, e não pode ser interrompido em momento algum.
Em 2005, as pesquisas foram autorizadas no Brasil pela Lei de Biossegurança, mas restritas a embriões sobressalentes produzidos in vitro e congelados há mais de três anos. Hà a resistência: o STF (Superior Tribunal Federal) está avaliando uma ação direta de insconstitucionalidade movida com base no argumento de que a vida começa na concepção.
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1826: um jovem monge de origem austríaca; Gregor Mendel vivia no Monastério de S. Paul, na República Tcheca. Interessado em ciências naturais, iniciou um experimento que se tornou revolucionário.
A primeira opção de Mendel era trabalhar com camundongos, mas o bispo da região se opôs às experiências. Considerava que alguém que fizera voto de castidade e celibato não deveria assistir à cópula dos roedores. Mendel, ao escolher os experimentos com ervilhas, teria dito: “o bispo não sabe que as plantas também fazem sexo”.
Trabalhando com o cruzamento de 34 tipos de sementes de ervilha, numerou-as de acordo com a sua origem e tipo.
No primeiro experimento separou as células, denominando as lisas de A e as rugosas de aa. Na segunda fecundação, 75% das sementes saíram lisas e 25% rugosas. Fez experimentos em quatro gerações e concluiu que a característica A era dominante e aa, classificou-a como recessiva. Ela estaria presente, embora isso não se verificasse de forma física.
Mendel defendia a idéia de que as características lisa e rugosa eram controladas por fatores - depois chamados de genes - que passavam de uma geração para outra.
O monge havia descoberto as leis da hereditariedade, que fundaria uma nova ciência: a genética.
Em 1865 Mendel fez uma palestra e o resultado de sua experiência foi publicado em artigo no boletim da Sociedade de Historia Natural de Brünn, S. Paul, República Tcheca.
O artigo de Mendel ficou esquecido por 35 anos.O biólogo inglês Willian Bateson, lendo-o, verificou que Mendel chegara a mesma conclusão que ele nos experimentos que estava realizando juntamente com três outros cientistas, o alemão Carl Correns, o holandês Hugo de Vries e o austríaco Erick Tschernak Von Seysenegg.
Esses experimentos mostravam que as leis de hereditariedade valiam para todas as outras plantas, não só para as ervilhas.
As experiências mostravam também a evolução das espécies.
O pesquisador resolveu destacar em palestra, as experiências de Mendel.
Nos anos seguintes, provou que as leis válidas para as plantas se aplicavam também aos animais.
Bateson se tornou o primeiro professor a ocupar uma cadeira de genética em uma Universidade, a de Cambridge.
Mas, até então, não se sabia qual era a molécula responsável pela hereditariedade.
Em 1944 o medico americano Oswald Maclyn McCarty descobre o ácido desoxirribonucléico, o DNA.
Em 1955, o físico inglês Francis Crich e o americano James Watson descobrem a estrutura física do DNA. Dois meses depois Watson & Crick publicaram na revista inglesa ‘Nature”, um texto explicando que a estrutura do DNA era uma dupla hélice.
Com a sugestão da possível forma da duplificação do material genético, desvenda-se o segredo da transmissão dos genes. Estava descoberta a chave da proliferação da vida.Torna-se possível entender o aparecimento de doenças genéticas, algumas transmitidas de pai para filho, outras recessivas. Descobre-se que algumas doenças podem ser diagnosticadas ainda no útero materno.
Em 1950 em experiências realizadas nos Estados Unidos, é analisado um tipo específico de células, as células-tronco adultas.
Em 1994 Ariff Bonson consegue isolar células-tronco embrionárias, as únicas capazes de se transformar em qualquer tecido do nosso corpo.
Mas devido ao fracasso por tentar mantê-las se dividindo em tubos de ensaio, seus trabalhos ficaram esquecidos.
Em 1998 cientistas americanos liderados por James Thomson e John Gearhart conseguiram reproduzir e manter vivas essas células em laboratório.
O Brasil está hoje entre os paises que lideram as pesquisas em células-tronco embrionárias.
CÉLULAS-TRONCO: OS PROMÓRDIOS
Em 1740, um jovem naturalista suíço Abraham Trembbey, faz experiências por acaso com um pequeno ser verde que estava grudado em uma árvore.Não sabendo se era animal ou vegetal, corta-o em duas partes. Dias após verifica que de cada parte surgiu um novo ser.
Picota-o novamente, desta vez em várias partes e descobre que cada parte origina um novo ser. Mas não imagina que a sua descoberta iria, no fim do séc. xx, gerar uma revolução na ciência.O que ele estava presenciando era um tipo de célula específica: as células-tronco.
Somente 205 anos após a experiência, em 1945, depois de explodir a bomba atômica em Hiroshima e em Nagasaki e ficarem mais de 200 mil pessoas mortas devido as irradiações é que novas experiências foram realizadas.
Ernest MacCulloch e James Till, do Instituto do Câncer em Ontario, concluíram em experiências que novos glóbulos vermelhos oriundos de aplicações de células de medula óssea injetadas provinham de uma mesma fonte: células-tronco adultas. Descobrira, além disso, que essas células tinham a propriedade de se multiplicarem infinitamente.Elas se tornavam, assim, fonte inesgotável de glóbulos sanguíneos.
Os primeiros experimentos com o transplante de medulas ósseas em humanos não deram bons resultados.
Em1961, a descoberta de McCulloch e Till colocou o Instituto de Câncer de Ontário como centro de uma pesquisa que ainda está se iniciando: o uso de células-tronco para o tratamento de doenças até hoje consideradas incuráveis
Em 1969, é feito o primeiro transplante bem sucedido. Baseava-se no conceito da necessidade de transplante da aplicação de Antígenes Leucocitários humanos semelhantes. Constataram-se, então, evidências reais de que as células-tronco adultas na medula óssea são responsáveis por produzir glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas.
Ao mesmo tempo os Estados Unidos realizaram os primeiros tratamentos com transplante de medula óssea entre humanos. Os primeiros não foram um sucesso porque os pacientes morriam de rejeição.
Em 1969, Edward Donnald Thomas e colegas da Universidade de Washington, E.U., conseguiram fazer o primeiro transplante bem sucedido. Partiram do conceito recém-descoberto de que o corpo humano não rejeitaria uma medula óssea que tivesse tipo semelhante de Antígenes Leucocitários Humanos.
Hoje experiências sugerem que as células-tronco adultas são capazes de se diferenciarem em diversas células do corpo humano.
Há, também, um tipo de célula-tronco do cordão umbilical. Ela tem a capacidade de se transformar em alguns tecidos do corpo humano.
Em 1980, os cientistas Martim Evans e Mario Cappechi da Universidade de Cambrige, Inglaterra, e o bioquímico Oliver Smithies da Universidade de Carolina do Norte chegaram ao mesmo resultado: ser possível retirar células de um embrião recém fertilizado, alterá-las geneticamente e reimplantá-las.
Martim Evans foi além: fez várias experiências concluindo que essas células seriam mais tarde conhecidas como células-tronco embrionárias com a capacidade de se transformar em todos os tecidos e também de transferir as modificações nelas inseridas para a próxima geração. Ele estava trabalhando com camundongos. A conclusão é que as células se transformariam em células do corpo e também teriam a capacidade de se multiplicar indefinidamente.
Em 1981, com o auxilio do inglês Matheus Kaufman, Martim Evans isolou células de embrião de camundongo e desenvolveu um método para fazê-las crescer em laboratório.
Nos Estados Unidos, a bióloga Gail Martim criou outro método para fazer algo semelhante e deu nome de células-tronco embrionárias.
Ainda não era possível fazer qualquer alteração genética.
Em 1986, Bradley e Robertson tentam uma solução: usar um retrovirus (um vírus que tem a habilidade de seu DNA de se inserir no DNA alheio sem pedir permissão). Mas a experiência não deu certo porque não havia a possibilidade de inserir o DNA no local exato.
Em 1987, Cappechi e Smithies criaram uma técnica capaz de inserir ou apagar genes específicos nas células-tronco embrionárias de camundongos. Hoje existem centenas de linhagens alteradas geneticamente.
Em 1995, o americano James Thompson, da Universidade de Wisconsin-Madison, isolou células-tronco de primatas.
Em 2005 Ren-He Xu colega de Thompson criou um novo método de manter as células-tronco embrionárias usando uma proteína humana.
CLONAGEM REPRODUTIVA
Há uma outra forma de obter células-tronco embrionárias: pela transferência nuclear. Esse método foi usado pelo cientista Ian Wilmut do Instituto Rislin da Escócia.
Em 1996, foi usado por esse cientista para fazer a ovelha Dolly - o primeiro mamífero clonado da Historia.
A técnica é simples: retira o núcleo de uma célula adulta e o transfere para um óvulo que já tivera o seu núcleo extirpado. Com o novo núcleo, o óvulo pode se desenvolver e gerar células-tronco embrionárias.
Este é o caso da Ovelha Dolly e é chamada "clonagem reprodutiva".
Em, 2005 morreu a ovelha Dolly.
CLONAGEM TERAPEUTICA
A clonagem terapêutica se diferencia da clonagem reprodutiva por não criar um novo ser.
Nesse tipo de clonagem, a célula com seu novo núcleo nunca é implantada em um útero.
A pesquisa desse trabalho foi feita com a participação de voluntárias que doaram óvulos e células ‘cumulus’. Essa células já são diferenciadas. São as que ficam ao redor dos óvulos e não são mais as células embrionárias. Estas já haviam sido transferidas para óvulos dos quais haviam sido retirados os próprios núcleos. 25% conseguiram se dividir em laboratório. Chegaram ao estágio de blastócitos. Aí estão juntos para produzir células-tronco embrionárias.
Woo Suk Hwang, da Universidade Nacional de Seul, Coréia do Sul, só veio a ter sucesso quando concluíu que a célula “cumulus” e o óvulo pertenciam à mesma mulher.
Em 2005, os cientistas aperfeiçoaram a metodologia. Conseguiram criar 11 linhagens de células embrionárias a partir de 31 blastócitos.
Coleção entenda e aprenda
Dados Internacionais na Catalogação na Publicação(CIP)
Camara Brasileira do Livro S.Paulo Brasi